Friday, 18 December 2009
Wednesday, 16 December 2009
Why are you so scared and creeping around?
Taking photographs all over town
Pictures in the dark that live in the light
The world is my playground too and Ill do what I like
Why are you so scared of falling apart?
Intimidating me for falling apart
Stay on your knees with your cross and dont tell me you know so
The world is my playground too and I refuse to follow
Flow with me
Falling through the night
Fly with me
Falling out of sight
Find me
Hold me
In your arms
Cause Im scared of their controlling crowds
Keep me calm
Cause Im scared of their controlling crowds
Here they come
Why are we so scared and creeping around?
Hiding from mirrors and screens all over town
Objects disturbing blinding taking the peace from me (a piece of me?)(->not sure)
The world is my kingdom too and I feel what I like in me
Killing my heart I can face I can face no more
The world is my playground too, I cant feel any more
Flow with me
Falling through the night
Fly with me
Falling out of sight
Find me
Hold me
In your arms
Cause Im scared of their controlling crowds
Keep me calm
Cause Im scared of their controlling crowds
Here they come
Why are we so cold and breaking apart?
Caught up in this storm just breaking apart
Pictures with colours I loved but dont see anymore
The world is my playground too I dont feel anymore
Why are you so (adored)?
Cause Im scared of their controlling crowds
Here they come
Archive - Controlling Crowds
.....
Taking photographs all over town
Pictures in the dark that live in the light
The world is my playground too and Ill do what I like
Why are you so scared of falling apart?
Intimidating me for falling apart
Stay on your knees with your cross and dont tell me you know so
The world is my playground too and I refuse to follow
Flow with me
Falling through the night
Fly with me
Falling out of sight
Find me
Hold me
In your arms
Cause Im scared of their controlling crowds
Keep me calm
Cause Im scared of their controlling crowds
Here they come
Why are we so scared and creeping around?
Hiding from mirrors and screens all over town
Objects disturbing blinding taking the peace from me (a piece of me?)(->not sure)
The world is my kingdom too and I feel what I like in me
Killing my heart I can face I can face no more
The world is my playground too, I cant feel any more
Flow with me
Falling through the night
Fly with me
Falling out of sight
Find me
Hold me
In your arms
Cause Im scared of their controlling crowds
Keep me calm
Cause Im scared of their controlling crowds
Here they come
Why are we so cold and breaking apart?
Caught up in this storm just breaking apart
Pictures with colours I loved but dont see anymore
The world is my playground too I dont feel anymore
Why are you so (adored)?
Cause Im scared of their controlling crowds
Here they come
Archive - Controlling Crowds
.....
Monday, 14 December 2009
Friday, 11 December 2009
Herberto Helder - A faca não corta o fogo
As mulheres têm uma assombrada roseira
fria espalhada no ventre.
Uma quente roseira às vezes, uma planta
de treva.
Ela sobe dos pés e atravessa
a carne quebrada.
Nasce dos pés, ou da vulva, ou do ânus -
e mistura-se nas águas,
no sonho da cabeça.
As mulheres pensam como uma impensada roseira
que pensa rosas.
Pensam de espinho para espinho,
param de nó em nó.
As mulheres dão folhas, recebem
um orvalho inocente.
Depois sua boca abre-se.
Verão, outono, a onda dolorosa e ardente
das semanas,
passam por cima. As mulheres cantam
na sua alegria terrena.
Que coisa verdadeira cantam?
Elas cantam.
São fehadas e doces, mudam
de cor, anunciam a felicidade no meio da noite,
os dias rutilantes, a graça.
Com lágrimas, sangue, antigas subtilezas
e uma suavidade amarga -
as mulheres tornam impura e magnífica
nossa límpida, estéril
vida masculina.
Porque as mulheres não pensam: abrem
rosas tenebrosas,
alagam a inteligência do poema com o sangue menstrual.
São altas essas roseiras de mulheres,
inclinadas como sinos, como violinos, dentro
do som.
Dentro da sua seiva de cinza brilhante.
O pão de aveia, as maçãs no cesto,
o vinho frio,
ou a candeia sobre o silêncio.
Ou a minha tarefa sobre o tempo.
Ou o meu espírito sobre Deus.
Digo: minha vida é para as mulheres vazias,
as mulheres dos campos, os seres
fundamentais
que cantam de encontro aos sinistros
muros de DEus.
As mulheres de ofício cantante que a Deus mostram
a boca e o ânus
e a mão vermelha lavrada sobre o sexo.
Espero que o amor enleve a minha melancolia.
E flores sazonadas estalem e apodreçam
docemente no ar.
E a suavidade e a loucura parem em mim,
e depois o mundo tenha cidades antiga
que ardam na treva sua inocência lenta
e sangrenta.
Espero tirar de mim o mais veloz
apaixonamento e a inteligência mais pura.
- Porque as mulheres pensarão folhas e folhas
no campo.
Pensarão na noite molhada,
no dia luzente cheio de raios.
Vejo que a morte se inspira na carne
que a luz martela de leve.
Nessas mulheres debruçadas sobre a frescura
veemente da ilusão,
nelas - envoltas pela sua roseira em brasa -
vejo os meses que respiram.
Os meses fortes e pacientes.
Vejo os meses absorvidos pelos meses mais jovens.
Vejo meu pensamento morrendo na escarpada
treva das mulheres.
E digo: elas cantam a minha vida.
Essas mulheres estranguladas por uma beleza
incomparável.
Cantam a alegria de tudo, minha
alegria
por dentro da grande dor masculina.
Essas mulheres tornam feliz e extensa
a morte da terra.
Elas cantam a eternidade.
Cantam o sangue de uma terra exaltada.
Poema de Humberto Helder, extraído do Livro "A faca não corta o fogo", edição 1268, Setembro de 2008, da Assírio & Alvim,
fria espalhada no ventre.
Uma quente roseira às vezes, uma planta
de treva.
Ela sobe dos pés e atravessa
a carne quebrada.
Nasce dos pés, ou da vulva, ou do ânus -
e mistura-se nas águas,
no sonho da cabeça.
As mulheres pensam como uma impensada roseira
que pensa rosas.
Pensam de espinho para espinho,
param de nó em nó.
As mulheres dão folhas, recebem
um orvalho inocente.
Depois sua boca abre-se.
Verão, outono, a onda dolorosa e ardente
das semanas,
passam por cima. As mulheres cantam
na sua alegria terrena.
Que coisa verdadeira cantam?
Elas cantam.
São fehadas e doces, mudam
de cor, anunciam a felicidade no meio da noite,
os dias rutilantes, a graça.
Com lágrimas, sangue, antigas subtilezas
e uma suavidade amarga -
as mulheres tornam impura e magnífica
nossa límpida, estéril
vida masculina.
Porque as mulheres não pensam: abrem
rosas tenebrosas,
alagam a inteligência do poema com o sangue menstrual.
São altas essas roseiras de mulheres,
inclinadas como sinos, como violinos, dentro
do som.
Dentro da sua seiva de cinza brilhante.
O pão de aveia, as maçãs no cesto,
o vinho frio,
ou a candeia sobre o silêncio.
Ou a minha tarefa sobre o tempo.
Ou o meu espírito sobre Deus.
Digo: minha vida é para as mulheres vazias,
as mulheres dos campos, os seres
fundamentais
que cantam de encontro aos sinistros
muros de DEus.
As mulheres de ofício cantante que a Deus mostram
a boca e o ânus
e a mão vermelha lavrada sobre o sexo.
Espero que o amor enleve a minha melancolia.
E flores sazonadas estalem e apodreçam
docemente no ar.
E a suavidade e a loucura parem em mim,
e depois o mundo tenha cidades antiga
que ardam na treva sua inocência lenta
e sangrenta.
Espero tirar de mim o mais veloz
apaixonamento e a inteligência mais pura.
- Porque as mulheres pensarão folhas e folhas
no campo.
Pensarão na noite molhada,
no dia luzente cheio de raios.
Vejo que a morte se inspira na carne
que a luz martela de leve.
Nessas mulheres debruçadas sobre a frescura
veemente da ilusão,
nelas - envoltas pela sua roseira em brasa -
vejo os meses que respiram.
Os meses fortes e pacientes.
Vejo os meses absorvidos pelos meses mais jovens.
Vejo meu pensamento morrendo na escarpada
treva das mulheres.
E digo: elas cantam a minha vida.
Essas mulheres estranguladas por uma beleza
incomparável.
Cantam a alegria de tudo, minha
alegria
por dentro da grande dor masculina.
Essas mulheres tornam feliz e extensa
a morte da terra.
Elas cantam a eternidade.
Cantam o sangue de uma terra exaltada.
Poema de Humberto Helder, extraído do Livro "A faca não corta o fogo", edição 1268, Setembro de 2008, da Assírio & Alvim,
Without a big reason...
Without a big reason...
maybe just to have a project,
maybe just for fun,
maybe to feel closer to everyone,
maybe to do my part in this world,
maybe just because I´m being pretencious,
maybe because it´s winter,
maybe to don´t feel lonely,
maybe just for sharing,
maybe just because I want to ,
maybe...
maybe just to have a project,
maybe just for fun,
maybe to feel closer to everyone,
maybe to do my part in this world,
maybe just because I´m being pretencious,
maybe because it´s winter,
maybe to don´t feel lonely,
maybe just for sharing,
maybe just because I want to ,
maybe...
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