Friday, 9 April 2010

"Antígona" - 7 a 23 Abril TNSJ, Porto


de Sófocles
Tradução Marta Várzeas
Encenação e cenografia Nuno Carinhas
Figurinos Bernardo Monteiro
Música Miguel Pereira (VortexSoundTech)
Desenho de luz Rui Simão
Desenho de som Joel Azevedo voz e elocução João Henriques
Interpretação Alexandra Gabriel, António Durães, Emília Silvestre, João Castro, Jorge Mota, José Eduardo Silva, Lígia Roque, Maria do Céu Ribeiro, Paulo Freixinho, Pedro Almendra
produção TNSJ classificação etária Para Maiores de 12 anos

Que espaços levantar para conter as palavras que andam pela cidade? Da camarata auschwitziana construída em madeira de Breve Sumário da História de Deus, ao quase semicírculo revestido a cortiça de Antígona, que ora transporta a memória do anfiteatro grego, ora sugere a cratera de um vulcão em lava, Nuno Carinhas desenhou dois lugares pouco amenos para ressoar o som e a fúria das convulsões do mundo, duas orgânicas máquinas de emaranhar perguntas no espaço público. Porque em Antígona – já era assim no Breve Sumário – interroga-se a origem das coisas, porque aqui começa a história do nosso teatro e a vida política das nossas cidades. Com a insubordinação de Antígona, o homem parte à conquista de uma consciência, questiona as fronteiras entre a integridade individual e o bem comum. As personagens de Sófocles são angustiados pontos de interrogação que caminham. Pergunta Creonte: “Então o Estado não é de quem manda?” Responde Hémon: “Nenhum Estado é de um homem só!” Pergunta Antígona: “Como posso eu ainda olhar para os deuses?” De pergunta em pergunta, de resposta em resposta, o confronto adensa-se e Antígona entrega-se à morte. Vinte e cinco séculos mais tarde, Marguerite Yourcenar dedicou-lhe o mais belo dos epitáfios: “O tempo retoma o seu curso sob o ruído do relógio de Deus. O pêndulo do mundo é o coração de Antígona”.

(www.tnsj.pt)

"Pororoca" de Lia Rodrigues


14 Abril- Museu Serralves, 16,17 Abril - Culturgest


Do tupi “poro’rog” que significa ‘estrondar’, Pororoca é um fenómeno natural provocado pelo confronto das águas dos rios com as águas do mar. Em França é conhecido como ‘mascaret’, no Reino Unido recebe o nome de ‘bore’, na Índia de ‘macaréu’. No Brasil, acontece na foz do Rio Amazonas.
Esse encontro violento que pode derrubar árvores e alterar as margens dos rios é, ao mesmo tempo, um processo frágil, resultado de um delicado balanço de factores da natureza. “Pororoca” é um encontro de correntes contrárias. Forma ondas e altera as margens, provoca ruídos e calmaria. É arrastão, mistura, choque, invasão.
Lia Rodrigues

Para a coreógrafa brasileira Lia Rodrigues, militante de corpo e alma, fazer arte hoje é restaurar, deslocar, demolir, reparar, preparar o terreno para que a obra possa existir.
Instalada com a sua companhia na Favela da Maré, no Rio de Janeiro, onde desenvolve o projecto artístico “Residência Resistência”, Lia Rodrigues – que se formou inicialmente em dança clássica em São Paulo, criou o grupo de dança Andança, fez parte da companhia da coreógrafa francesa Maguy Marin e foi igualmente produtora cultural, tendo criado e dirigido até 2005 o festival anual de dança contemporânea Panorama Rioarte de Dança – tem recebido numerosos prémios no Brasil e no estrangeiro pelas suas criações coreográficas, que têm circulado no Brasil, na Europa e na América do Norte.

www.culturgest.pt

Saturday, 3 April 2010

Disorder - Joy Division

I've been waiting for a guide to come and take me by the hand,
Could these sensations make me feel the pleasures of a normal man?
These sensations barely interest me for another day,
I've got the spirit, lose the feeling, take the shock away.

It's getting faster, moving faster now, it's getting out of hand,
On the tenth floor, down the back stairs, it's a no man's land,
Lights are flashing, cars are crashing, getting frequent now,
I've got the spirit, lose the feeling, let it out somehow.

What means to you, what means to me, and we will meet again,
I'm watching you, I'm watching her, I'll take no pity from you friends,
Who is right, who can tell, and who gives a damn right now,
Until the spirit new sensation takes hold, then you know,
Until the spirit new sensation takes hold, then you know,
Until the spirit new sensation takes hold, then you know,
I've got the spirit, but lose the feeling,
I've got the spirit, but lose the feeling,
Feeling, feeling, feeling, feeling, feeling, feeling, feeling.

Feliz Páscoa... Happy Easter...

Catalan:- Felices Pasques

Chinese:- Fu huo jie kuai le

Croatian:- Sretan Uskrs

Danish:- Glædelig Påske

Dutch:- Gelukkig Paasfest

French:- Joyeuses Pâques

German:- Frohe Ostern

Hungarian:- Boldog Husveti Ünnepeket

Italian:- Buona Pasqua

Lihuanian:- Linksmu Velyku

Modern Greek:- Kalo Pascha

Norwegian:- God påske

Polish:- Wesolych swiat

Russian:- Schtsjastlivyje Paschi

Serbian:- Hristos voskrese

Spanish:- Felices Pascuas

Swedish:- Glad Påsk

Turkish:- Mutlo (eller Hos) Paskalya

Yiddish:- A fraylekhn Pesah

(http://mkn.co.uk/easter/happy)

Friday, 2 April 2010

Robert Longo, Uma Retrospectiva [ 15 Fevereiro | 25 Abril ]




No panorama artístico americano contemporâneo, Robert Longo (n. 1953) demarca-se pela originalidade das técnicas e pela força expressiva das temáticas abordadas. Esta exposição reúne cerca de cinquenta obras representativas da carreira do artista, onde a subversão das imagens massificadas e o uso abundante da grafite e do lápis, impõem uma reflexão forte e dramática sobre o mundo contemporâneo.

Informação retirada de: www.museuberardo.pt

"Various Birds" Dir. Charlie Morrisey and Rachel Kirsche - NSCD, Leeds




Yorkshire Sculpture Park

"Margarita e o Mestre" - Nuno M Cardoso - 2007

Ron Mueck "The Woman and the Baby"

Ron Mueck, the beautyness of the human being

Kinder Surpresa

Dear Tomás,

hoje após a conversa internética que tivemos de 3 min e 40 segundos decidi perder um pouco de tempo com o meu blog, talvez tenha realmente algum sentido, talvez sentido nenhum...

Um beijo,
R

Sunday, 28 February 2010

O que me vem à cabeça...

A luz, as janelas, o fado, a marginal, Belém, a língua calorosa, o sol, as flores amarelas da Primavera antecipada, o Jornal da Noite, o Chapitô, a Fox, a família, o andar de carro, o Pingo Doce, o eléctrico 28 até à Estrela, o comboio de Cascais, os leitinhos com chocolate da Agros, os bijus da Panisol, as pessoas bonitas, a Rota de Chá na Miguel Bombarda, as praias do Alentejo, o bacalhau, os amigos, o Incógnito, os estúdios de dança gelados, os bolinhos do Bairro Alto, a palavra "saudade"...

Tuesday, 5 January 2010

Red Room (Child), Red Room (Parents), 1994, Louise Bourgeois


Working on my essay for Ideas in Art...

A work of art does not need an explanation. The work may be subject to many interpretations, but only one was in the mind of the artist. Some artists say to make the work readable for the public is the artist´s responsibility, but I don´t agree with that. The only responsibility is to be absolutely truthful to the self.
My work disturbs people and nobody wants to be disturbed. They are not fully aware of the effect my work has on them, but they know it is disturbing.
Louise Bourgeois, source unknown, 1979

Friday, 1 January 2010

A revisitar cds antigos, gosto da letra...

Vivemos esperando
Dias melhores
Dias de paz, dias a mais
Dias que não deixaremos
Para trás

Vivemos esperando
O dia em que
Seremos melhores
(Melhores! Melhores!)
Melhores no amor
Melhores na dor
Melhores em tudo

Vivemos esperando
O dia em que seremos
Para sempre
Vivemos esperando
Dias melhores prá sempre
Dias melhores prá sempre
(Prá sempre!)...

Jota Quest - Dias Melhores

Se eu não gostar de mim, quem gostará?